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Confira 7 exemplos práticos para adotar a inovação na sala de aula

A inovação na sala de aula é um assunto importante, pois envolve estratégias para obter melhores resultados na educação em um cenário de muitos estímulos externos. Com os avanços da tecnologia, os estudantes têm diversas fontes de informação e é fundamental que o ensino se adapte para manter o envolvimento.

Soma-se a isso o desafio da pandemia, em que muitos ajustes foram necessários para dar continuidade às aulas. A virtualização do ensino representou grandes aprendizados para os educadores. Nesse contexto, inovar é o caminho para que a educação seja instigante e esses recursos devem se manter mesmo com o controle do novo coronavírus e com a retomada das atividades presenciais.

Neste post, mostraremos 7 exemplos práticos de inovação em sala de aula para você conhecer e inspirar-se. Continue a leitura!

1. Gamificação

Os jogos já fazem parte da rotina dos jovens e podem ser atraentes até para os adultos. Uma ótima maneira de adotar a inovação na sala de aula é apostando na estratégia da gamificação, que utiliza os jogos — eletrônicos ou não — como ferramentas para a aprendizagem.

É possível destacar benefícios significativos para os estudantes, como observação, colaboração, elaboração de hipóteses, raciocínio lógico, tomada de decisão, entre outros. Os jogos também ajudam na compreensão e na memorização dos conteúdos, além de despertarem o engajamento dos estudantes.

Para obter sucesso com a estratégia, a recomendação é de que se planeje o objetivo pedagógico do jogo, que seja criado um roteiro para a turma e que os educadores explorem ideias lúdicas para tornar a experiência mais chamativa.

2. Ferramentas visuais

Se, antes, a aprendizagem era baseada majoritariamente em leitura e escrita, atualmente, compreende-se que existem outros estímulos importantes a serem explorados. Com o uso massivo de equipamentos eletrônicos, as ferramentas visuais se tornaram muito presentes no cotidiano dos jovens e podem ser aproveitadas também pela escola.

Alguns exemplos de ferramentas visuais são: quadros interativos, mapas mentais e vídeos. O uso planejado e organizado das cores e das ilustrações é excelente para manter a atenção dos estudantes e tornar as aulas mais dinâmicas.

A dica para quem pretende adotar os recursos visuais na escola é avaliar as características dos professores e estudantes para identificar quais alternativas têm melhor potencial. A disponibilidade de investimento também é um critério, já que existem opções efetivas com diferentes custos.

3. Team-Based Learning

O Team-Based Learning significa aprendizagem baseada em times e é um exemplo de metodologia ativa. Nessa proposta, os alunos assumem um papel mais participativo em seu aprendizado e podem desenvolver as habilidades essenciais para o século 21.

No caso da aprendizagem baseada em times, são incentivadas a colaboração e a tomada de decisões para solucionar problemas. O professor atua como um facilitador do conhecimento e as equipes de alunos investigam conceitos, desenvolvem projetos e criam produtos.

Para a aplicação, é necessário que os estudantes conheçam o material de apoio antecipadamente, contem com espaços para discussão com os colegas e tenham suporte para sanar as dúvidas que surgirem.

4. Aulas experienciais

As aulas práticas são importantes para a fixação dos conhecimentos e para a compreensão do funcionamento das teorias. Dessa forma, em uma sala de aula inovadora, devem ser promovidas as experimentações.

A tecnologia é uma grande aliada desse objetivo, mas também é possível realizar atividades muito efetivas apenas com recursos analógicos. Os melhores procedimentos variam conforme a matéria e também é interessante apostar na interdisciplinaridade sempre que possível.

Se o seu objetivo for investir em aulas experienciais, alguns caminhos são: ter laboratórios na escola, contar com parcerias com outras instituições e empresas, incentivar a criação por parte dos estudantes etc.

5. Conexão com a vida real

Os documentos mais recentes que sugerem mudanças na educação básica — como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) — indicam a importância de o ensino estar conectado com a vida prática dos estudantes. Nesse sentido, a proposta é de que o conhecimento não seja sempre algo abstrato e distante, mas que seja possível ver as conexões dos saberes com a vida cotidiana.

A inovação em sala de aula precisa considerar as características dos estudantes que recebe. É uma maneira de criar pontes com a turma e levar os conhecimentos dos alunos também para as escolas, o que enriquece a aprendizagem de todos.

Alguns caminhos para tornar as aulas mais conectadas com a vida real são: abordar histórias da cidade ou do bairro onde a instituição está localizada, promover feiras de saberes onde os estudantes possam mostrar os seus talentos que não necessariamente sejam intelectuais, entre outros.

6. Uso de aplicativos

Os aparelhos móveis são parte da rotina dos alunos e a escola pode, em vez de competir com eles, aproveitar o seu uso para estimular a aprendizagem. Com a pandemia, aparelhos eletrônicos se tornaram protagonistas no ensino e o seu espaço em sala de aula deve ser mantido.

Dessa forma, os aplicativos são ótimos incentivadores. Eles podem melhorar a comunicação entre a turma e os educadores, facilitar a compreensão dos conteúdos, proporcionar atividades dinâmicas e divertidas, além de deixarem os materiais de estudos sempre à mão.

Se possível, é interessante que a escola conte com uma plataforma educacional padronizada. Com isso, ela poderá adaptar as funcionalidades para atender melhor às necessidades e às características dos seus alunos, além de isso facilitar a rotina dos profissionais.

7. Design Thinking

O Design Thinking é outro conceito apropriado do inglês, que pode ser traduzido como pensamento por projeto. Nesse contexto pedagógico, os estudantes são convidados a planejarem e a executarem projetos, que resultarão em produtos.

Apesar de parecer complexa, é uma metodologia inovadora simples de ser aplicada, desde que se conte com uma boa estratégia. Assim, ela estimula a criatividade, o trabalho em equipe, a empatia, a resiliência, entre outras habilidades essenciais.

A construção do projeto passa por etapas, que envolvem identificar o problema, perceber as necessidades e propor soluções. Essa metodologia favorece a multidisciplinaridade, que também é muito importante para a aprendizagem.

Em suma, a inovação na sala de aula é fundamental para a educação contemporânea, afinal, permite que a escola acompanhe as mudanças do mundo e das características dos estudantes. Caso contrário, o ensino se torna maçante e os resultados da instituição podem ser prejudicados.

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